Os mistérios da arte paleolítica do Parque Arqueológico do Vale do Côa

Conheça os mistérios da arte paleolítica numa galeria de arte ao ar livre onde os nossos antepassados lhe contam o que viram. Na região nordeste de Portugal, feita de imponentes montanhas, visite, perto da fronteira com Espanha, o Parque Arqueológico do Vale do Côa, guiado por uma paisagem monumental.

José Paulo Ruas todos os direitos reservados

Associação de Turismo do Porto e Norte, AR. 3.0 CC BY-NC-ND

 
 

É o maior complexo de arte rupestre paleolítica ao ar livre do mundo, Património da Humanidade. As margens rochosas são uma galeria de arte decorada com pinturas e gravuras como nunca viu.As margens do Coa, o afluente do Douro cujo nome se tornou universal, encerram 25.000 anos de arte pré-histórica, legado do passado espiritual da Humanidade, que a UNESCO classificou.

Porquê ir

  • Património
  • Arqueologia
  • História
  • Paisagem natural
  • Arquitetura
  • Gastronomia e vinhos

Dezassete quilómetros de uma galeria de arte ao ar livre mostram-lhe o génio criador dos nossos ancestrais, do Paleolítico Superior à Idade do Ferro.

O Museu de Arte e Arqueologia do Vale do Côa foi inaugurado em 2010 e dita cruza a arte paleolítica com outras formas de expressão, exibindo uma coleção temporária e outra permanente, que permite ver o que as gravuras não mostram.

Arquitetura e natureza

Se gosta de arquitetura, vai gostar da forma como os arquitetos responsáveis pelo projeto do museu desenharam um edifício discreto, erguido em harmonia com a paisagem. Parece uma enorme pedra de xisto, sobranceira às gravuras. No interior, as galerias assemelham-se a grutas e as pequenas janelas oferecem interessantes contrastes entre a luz e a escuridão.

É neste edifício que fica a sede do Parque Arqueológico do Vale do Côa, que gere um território de 200 quilómetros quadrados que abarca o vale do rio Côa e a sua confluência com o Douro.

Vai gostar

  • Das cores da paisagem: no início da primavera, ela assume as cores das amendoeiras em flor e, no outono, as vinhas cobrem-se de folhas cor de fogo
  • De saber que os guias do Parque que acompanham as visitas têm formação especializada em arte rupestre

Visitas guiadas

Há visitas guiadas em viaturas todo-o-terreno até às gravuras. Só três núcleos de arte rupestre estão disponíveis para visita, mas a experiência é única assim mesmo. Pode visitar os núcleos de arte rupestre Canada do Inferno, Ribeira de Piscos e Penascosa este último tem mesmo direito a uma visita noturna. Pode consultar o site do parque para preços e outros detalhes (www.arte-coa.pt).

Para além da arqueologia, os visitantes podem descobrir nestas visitas guiadas cabras montesas, cavalos, auroques (touros selvagens), veados, guerreiros de longas pernas empunhando lanças, um passeio por uma paisagem deslumbrante.Pode também participar na visita orientada “No rasto dos caçadores paleolíticos” ou na oficina de arqueologia experimental onde, durante quase 2 horas, os visitantes experimentam talhar a pedra, fazer fogo e realizar gravuras em xisto.

Se quiser a ajuda de um guia para conhecer a região, os seus costumes e os excelentes vinhos que produz, pode contactar o parque no sentido de organizar uma viagem personalizada.

O que fazer

  • Um dos cruzeiros turísticos que a Câmara de Foz Côa organiza a bordo da embarcação Senhora da Veiga
  • Uma visita noturna ao sítio de arte rupestre da Penascosa: tem início ao final do dia, apanhando a última luz solar, e dura três horas

O interesse de Foz Côa não está só nos vestígios do Paleolítico. No concelho, subsistem diversos monumentos de vigia e defesa, entre eles os interessantes Castelo Melhor, Castelo Velho (de Freixo de Numão) e de Castelo de Numão. O Castelo Melhor terá sido erguido entre os séculos 9 e 10. Visto de longe, parece uma coroa de rei plantada num cabeço da terra. O Castelo Velho, onde existiu um povoado do 3.º e 2.º milénios a.C., é um lugar imponente e um excelente miradouro. O Castelo de Numão é monumento nacional.

Vista de 360 graus

Gerações de artistas elegeram esta paisagem do Douro Superior como musa inspiradora ao longo de milhares de anos. Aprecie-a do alto de um miradouro. Faça a Rota dos Miradouros de Foz Côa. Os seis esplendorosos lugares que fazem parte da rota têm ótimos acessos.

Tem à sua escolha os miradouros de Nª Senhora do Viso (Custóias), de Sta. Bárbara (Mós), de S. Martinho (Seixas), de S. Gabriel (Castelo Melhor), da Mata dos Carrascos (Santo Amaro) e de Arnozelo (Numão).De todos eles, poderá avistar o rio Douro e a paisagem do Vale do Côa a 360 graus.

O que precisa saber

  • O Parque e o Museu abrem de terça a domingo, das 9h às 17h30
  • As visitas aos núcleos de arte carecem de reserva antecipada, marque a sua visita guiada pelo telefone 279 768 260
  • Consulte os preços das visitas às gravuras no site do Parque: http://www.arte-coa.pt/
  • No verão, e para se proteger das temperaturas elevadas, use chapéu, protetor solar, calçado e roupa confortável e leve água

À mesa

Sugerir um passeio no Douro é sugerir também a sua gastronomia e os seus vinhos. Delicie-se com um cabritinho com batatas e arroz de forno, uma caldeirada de borrego, um arroz malandro de entrecosto, um cozido à portuguesa, uns jaquinzinhos, peixinhos do rio, enguias ou uma caldeirada de Eirós.

Entre os doces de origem conventual, destaque para os milhos doces, os bolinhos de azeite, as cavacas, o biscoito da Teixeira e os pastéis de Santa Clara. Vale a pena provar também as amêndoas do Douro e qualquer doce confecionado com o fruto seco.Para além do Vinho do Porto, vale a pena provar os vinhos DOC (Denominação de Origem Controlada) do Douro, o moscatel e o espumante de Távora-Varosa.

Como Chegar

Para o Porto, há voos de Bremen, Düsseldorf, Frankfurt, Karlsruhe, Munique, Dortmund, Zurich, Liverpool, Londres, Bordéus, Carcassone, Dole, La Rochelle, Lille, Lyon, Marselha, Nantes, Paris, Rodez, St. Etienne Toulouse, Tours, Barcelona, Madrid, Palma de Maiorca, Valência, Bolonha, Milão, Pisa, Roma, Copenhaga, Bruxelas, Amesterdão, Eindhoven, Rio de Janeiro, São Paulo e Nova Iorque.

Do Aeroporto Internacional Francisco Sá Carneiro, a melhor forma de chegar ao centro da cidade do Porto é de metro. A viagem dura cerca de 30 minutos.

Para o Douro e pra o Vale do Côa, siga pela estrada nacional 108 até Entre-os-Rios e continue pela margem do rio Douro até à Régua em alternativa, pode ir pelo IP4, que liga os distritos de Porto, Vila Real e Bragança, e depois continuar por estradas nacionais e municipais.

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