O que fazer

Caminho Português de Santiago

Portugal Green Walks CC BY-NC-ND

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Há séculos que os Caminhos de Santiago se cruzam em Portugal. Parta à descoberta do norte do país, dos seus cenários naturais ou citadinos e importantes templos religiosos, e de si próprio. 

    • História
    • Religião
    • Património
    • Cultura
    • Gastronomia e vinhos
    • Suba de elevador ao Monte de Santa Luzia. É uma experiência a não perder a subida no elevador construído em 1923 e recentemente recuperado
    • Dos centros históricos do Porto, Guimarães e Braga
    • De visitar a Sé Catedral do Porto e os seus Claustros
    • Das paisagens deslumbrantes do Gerês

Há séculos que os Caminhos de Santiago se cruzam em Portugal. Parta à descoberta do norte do país, dos seus cenários naturais ou citadinos e importantes templos religiosos, e de si próprio. Se é adepto das caminhadas, pode e deve fazer a pé os Caminhos de Santiago, mas saiba que, se seguir as pisadas dos peregrinos de carro três dias serão suficientes para percorrer o Caminho Português de Santiago.

O destino destes Caminhos é a Catedral de Santiago de Compostela em Espanha, sob a qual se encontra o túmulo do apóstolo São Tiago, que antes de morrer evangelizou na Península Ibérica, então província de Roma.

Venerado desde o século IX, o culto deste santo popularizou-se ao longo da Idade Média dando origem a grandes peregrinações provenientes de todos os cantos da Europa.

Em pleno século XXI, trave conhecimento com outros cidadãos do mundo a caminho do túmulo do Apóstolo e, no caminho, conheça lugares encantadores.

O Caminho de Santiago é uma rede intrincada de itinerários jacobeus provenientes de todos os cantos da Europa. Entre os percursos da região norte que podem levá-lo até Santiago de Compostela, há três trilhos principais, onde outrora existiram hospedarias para tratamento e descanso dos romeiros, resultado de doações dos reis portugueses, também eles devotos.

O mais antigo é o caminho do norte, que passa por lugares onde o próprio São Tiago esteve: Rates, Guimarães e Braga, que disputava com Compostela o título de centro da Cristandade na Península.

Este Caminho tinha ainda variantes – uma via junto ao litoral, o primitivo em linha reta pelo centro da região, este itinerário medieval passava por Barcelos e Ponte de Lima e a leste o caminho da Geira romana que atravessava o Gerês até à Portela do Homem.

O itinerário medieval do Porto a Santiago de Compostela, a estrada real Porto–Barcelos–Valença, tinha apenas em comum com a velha via militar romana um ou outro troço urbano e as pontes ainda em uso para vencer as ribeiras de águas mais agitadas.

Comece no Porto

Opte por percorrer o primeiro percurso, que tem como ponto de partida o Porto e a sua Sé Catedral. Dedique um dia inteiro à capital do norte e comece por visitar a bela igreja-fortaleza do século XII. A Sé é de visita obrigatória.

Do largo da Sé, desça em direção ao rio Douro e explore o centro histórico da cidade, classificado como património da humanidade pela UNESCO. Percorra as ruas Escura e da Banharia, a movimentada Mouzinho da Silveira e as ruas das Flores e dos Caldeireiros. Esta artéria vai levá-lo à zona da antiga Cadeia da Relação e da Torre dos Clérigos, dois importantes monumentos da cidade.

Nesta zona, pode fazer uma refeição ligeira num dos vários restaurantes e cafés da baixa ou fazer compras no chamado Quarteirão das Artes ou na rua de Cedofeita.

No Porto, fique hospedado na bonita zona da Ribeira. Sugerimos-lhe o Pestana Porto Hotel. Assente sobre a muralha medieval da cidade, ocupa parte de um quarteirão de prédios abrangidos pela classificação da UNESCO e que remontam aos séculos XVI, XVII e XVIII. A sua localização privilegiada oferece todo o encanto da Ribeira num pitoresco conjunto de edifícios de traça original.

No segundo dia, continue a seguir o Caminho, junto ao litoral, e pare em Rates, freguesia do concelho da Póvoa de Varzim que é merecedora de visita e onde, segundo a lenda, São Tiago ordenou bispo São Pedro, que deu nome à Igreja românica.

Passe por Esposende e siga até Viana do Castelo. Na sala de visitas do Minho, vale a pena subir ao Monte de Santa Luzia e apreciar a paisagem definida pelo mar e pelo Lima, rio que os peregrinos atravessavam na ponte romana de Lanheses.

Para alguns era aqui que começava o caminho a pé, já que, oriundos do centro e sul, ou da Europa mediterrânica, vinham por mar e desembarcavam neste porto.

À noite, faça do Axis Viana Business & Spa o seu porto de abrigo. Localizado numa zona central da cidade, este hotel alia ao conforto e ambiente requintado dos seus 87 quartos uma arquitetura arrojada. Tem uma agradável esplanada exterior com piscina onde pode descansar da peregrinação.

Dedique o terceiro e último dia de viagem às belas localidades de Caminha, Vila Nova de Cerveira e Valença, já na fronteira com Espanha. Rodeada de muralhas, Valença era e é a principal porta de saída de Portugal.

Por Guimarães e Braga

Uma alternativa à via litoral é, também a partir do Porto, a rota que segue até Valença por Guimarães, Braga, Barcelos e Ponte de Lima.

São Tiago passou por Guimarães e segundo a lenda deixou na cidade-berço, cujo centro histórico é património mundial, uma imagem da Virgem Maria que colocou num templo então existente na atual praça de Santiago.

Segue-se Braga, São Pedro de Rates é aqui evocado nos nomes de um largo, de uma fonte, da torre e do seminário.

Da Sé de Braga também partiam peregrinos e a Igreja do Hospital de São Marcos era um dos locais de hospedagem mais importantes do Caminho Português.

Fora da cidade, visite o Mosteiro de Tibães que dava assistência aos peregrinos, e a Capela de São Frutuoso de Montélios, cujas relíquias foram levadas para Santiago de Compostela no século XII.

O caminho continua para Barcelos onde um Cruzeiro lembra o Milagre do Galo que deu origem à colorida figura de barro, peça de artesanato emblemática. Reza a lenda que um peregrino acusado de um crime pediu ajuda a São Tiago. Perante o juiz afirmou-se inocente, mas este disse que só acreditaria se o galo assado do seu jantar cantasse três vezes; assim foi e o peregrino foi libertado.

As próximas paragens são Ponte de Lima, cuja ponte romana foi desde sempre a travessia segura do rio para os peregrinos, e Valença.

Na Peneda-Gerês

Por fim, o Caminho da Geira é uma das mais belas formas de chegar a Santiago. É para os amantes da natureza e tem início junto à albufeira da Caniçada. Atravessa o Parque Nacional da Peneda-Gerês, onde se encontra o Santuário de São Bento da Porta Aberta, que também acolhe grandes romarias, e entra em Espanha pela Portela do Homem.

Esta opção é particularmente interessante para quem gosta de arqueologia, já que segue a antiga via romana. Na área do Parque e ao longo de cerca de 30 Km, observe como os muros, as pontes e as dezenas de marcos miliários com inscrições datáveis entre os séculos I e IV se mantêm quase intactos.

O trilho é fácil de seguir, sem subidas e descidas acentuadas, convidando à contemplação.

No interior da região

Se puder dispor de mais dias no norte de Portugal, vale a pena pisar o também o Caminho Interior. Ligando Viseu a Chaves, este itinerário ganhou nova vida depois da colocação de sinalética orientadora e da abertura de albergues para os peregrinos.

Este Caminho passa por Lamego e Vila Real e vai entroncar na Via da Prata, a antiga rota comercial dos romanos que atravessava o oeste de Espanha de norte a sul e era usada pelos peregrinos de Sevilha até Santiago.

Como Chegar

Para o Porto, há voos de Bremen, Düsseldorf, Frankfurt, Karlsruhe, Munique, Dortmund, Zurich, Liverpool, Londres, Bordéus, Carcassone, Dole, La Rochelle, Lille, Lyon, Marselha, Nantes, Paris, Rodez, St. Etienne Toulouse, Tours, Barcelona, Madrid, Palma de Maiorca, Valência, Bolonha, Milão, Pisa, Roma, Copenhaga, Bruxelas, Amesterdão, Eindhoven, Rio de Janeiro, São Paulo e Nova Iorque.

Do Aeroporto Internacional Francisco Sá Carneiro, a melhor forma de chegar ao centro da cidade do Porto é de metro. A viagem dura cerca de 30 minutos.

Onde fica

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