O que fazer

Geoturismo a norte de Portugal

Arouca Geopark CC BY-NC-ND

Arouca Geopark CC BY-NC-ND

Arouca Geopark CC BY-NC-ND

Arouca Geopark CC BY-NC-ND

 
 
 
 

O geoturismo em Portugal é uma proposta diferenciada que tem vindo a ganhar cada vez mais adeptos, sobretudo entre aqueles que gostam de fazer férias e passear em comunhão com a natureza.

    • Geoturismo
    • Gastronomia e Vinhos
    • Paisagem natural
    • Observação de aves
    • Conheça os sítios de interesse geológico e/ou mineiro que Arouca tem inscritos no Roteiro das Minas (www.roteirodeminas.pt)
    • De visitar o centro histórico de Arouca
    • De ver as trilobites gigantes de Canelas e as pedras parideiras da Castanheira
    • Do Porto a Arouca são 65 Km de distância, uma hora de viagem de carro
    • No território do Geoparque de Arouca, há alojamento e restaurantes de cozinha tradicional
    • Há várias empresas de animação turística em Arouca
    • Neste território montanhoso, as altitudes variam entre os 200m e os 600m, sendo superiores a 1000m na Freita e em Montemuro
    • O oceano Atlântico encontra-se a apenas a 30 Km de distância

O geoturismo em Portugal é uma proposta diferenciada que tem vindo a ganhar cada vez mais adeptos, sobretudo entre aqueles que gostam de fazer férias e passear em comunhão com a natureza.

A norte, é obrigatório visitar o Geoparque de Arouca, que, em 2010, recebeu o galardão oficial de reconhecimento da adesão à Rede Global de Geoparques, sob os auspícios da UNESCO.

Conhecida pelo seu imponente património natural, cultural e gastronómico, esta área protegida é um dos mais emblemáticos destinos geoturísticos do país. Esta área montanhosa, com rios, parques naturais e declives acentuados, coberta por vegetação frondosa abrange toda a extensão do município de Arouca. Foi das suas montanhas – das serras da Freita e de Montemuro – que saiu o granito usado na construção de muitos monumentos religiosos e históricos da região, como as singelas capelas românica e igrejas barrocas.

Sabia que só o Geoparque de Arouca tem mais de 30 pontos de interesse geológico e/ou mineiro mapeados no Roteiro das Minas e Pontos de Interesse Mineiro e Geológico de Portugal, um projeto de âmbito nacional que visa divulgar o nosso património mineiro e geológico? Pois é!

Poderá observar as trilobites gigantes de Canelas – sobre as quais pode saber mais no Centro de Interpretação Geológica de Canelas – ou as pedras parideiras da Castanheira, um fenómeno de granitização único no país e raríssimo no mundo inteiro – trata-se de um afloramento granítico que tem incrustados nódulos que, por efeito da erosão, se soltam da pedra mãe.

Ao todo, e para além do Roteiro das Minas, estão referenciados mais de 40 sítios de interesse geológico em todo este território.

A pé

Terra de história e memórias, Arouca oferece mais de dez percursos pedestres, pontos de partida para descobrir belíssimas paisagens.

Percorra os caminhos e trilhos das serras da Freita e de Montemuro. Dependendo da sua condição física, são várias as possibilidades, mas a rota "Na Senda do Paivô" (9 Km em circuito) é um percurso acessível a todos (assim como o percurso "A Aldeia Mágica") e dura aproximadamente 3 horas. Os desníveis desta pequena rota tradicional, sempre em lage e bem definida, são pouco acentuados e o caminho é a descer até Covêlo.

Já os caminhos do "Vale Urtigosa" (11 Km) e do "Sol Nascente" (13 Km), a "Rota do Ouro Negro" (6 Km), a "Rota do Xisto" (16 Km) e a "Caminhada Exótica" (9 Km) são de dificuldade baixa/média. Estes percursos são todos em circuito e passam por caminhos rurais, tradicionais e de montanha.

Se é experiente nestas caminhadas, aventure-se n’O Caminho do Carteiro, um percurso de 14 Km em circuito que, apesar de se fazer em apenas 4 horas, apresenta desníveis exigentes.

O Geoparque é um pretexto para conhecer também Arouca e os emblemáticos monumentos do seu centro histórico. O vale de Arouca acolhe o Mosteiro de Santa Maria, o maior monumento de granito em Portugal. Construído no século X, o edifício atual data dos séculos 17 e 18. No seu interior, há um museu de arte sacra, considerado um dos melhores do seu género em Portugal.

Neste santuário da natureza, poderá, com sorte, avistar espécies raras como o lobo ibérico, lagarto-de-água ou o azevinho.

Arouca radical

As caminhadas são só uma das possibilidades em Arouca, um território onde tudo acontece.

Também é possível fazer montanhismo e marcha de montanha e, para os mais destemidos, há empresas de animação turística que organizam atividades radicais.

No rio Paiva – o Caima é o outro curso de água que cruza o território do Geoparque de Arouca –, aventure-se no raftingcanyoning, canoagem ou na modalidade hibrida canoa-rafting. Se prefere emoções em terra firma, saiba que Arouca oferece condições únicas para passeios de BTT ou todo o terreno, orientação, rappel ou arvorismo.

Aventurar-se numa prova de sobrevivência, dançar a tirolesa ou fazer uma partida de jogos tradicionais são outras possibilidades.

As empresas que organizam as atividades fornecem todo o equipamento e materiais necessários e aconselham sobre segurança, percursos e locais onde pode praticar cada desporto

Experiências organizadas

Se pretende ficar mais do que um dia no território de Arouca, saiba que o Geoparque propõe seis rotas turísticas, com programas de visitas para dois (uma noite) e três dias (duas noites).

Se quiser conhecer esta paisagem única e o seu valiosíssimo património de forma organizada, marque uma destas rotas, desenhadas ao pormenor para levar na memória as histórias, os desafios na natureza, os costumes locais, a gastronomia e a arte de bem receber. As experiências disponíveis são "Viagem Cultural", "Sentir a Natureza", "Em busca do saber", "Aventure-se no Geoparque", "Sabores do Geoparque" e "À Descoberta dos Geossítios".

Se for sozinho ou acompanhado, não deixe de conhecer os aromas e sabores locais. À mesa, saboreie a vitela assada no forno, o cabrito da Gralheira e a posta arouquesa, acompanhada com batatas e arroz de forno, especialidades que “casam” bem com o vinho verde da região, os doces conventuais e regionais, como as castanhas doces, as barrigas de freira, o pão de ló e as cavacas.

Como Chegar

Para o Porto, há voos low cost, por exemplo, de Londres (Stansted e Gatwick), Paris (Beauvais, Orly, Vatry e Charles de Gaulle), Marselha, Lille, Tours, St. Etienne, Bolonha, Bordéus, Lion, Toulouse, Madrid, Barcelona El Prat, Tenerife, Valencia e Palma de Maiorca.

Apenas no verão, há companhias low cost a voar de Liverpool, Las Palmas, Carcassonne, Rodez e Nantes.

Com tarifas normais, há ligações aéreas a partir de Londres – Gatwick, Madrid, Barcelona e Paris – Orly.

Do Aeroporto Internacional Francisco Sá Carneiro, a melhor forma de chegar ao centro da cidade do Porto é de metro. A viagem dura cerca de 30 minutos.

Vídeo

Onde fica

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