Top 10 do Douro

Considerado património mundial pela UNESCO, é no Alto Douro Vinhateiro que se produz o famoso Vinho do Porto, internacionalmente conhecido pela sua qualidade e sabor. Nesta região – a primeira demarcada do mundo – a secular tradição vitícola produziu uma paisagem cultural de notável beleza. Passeie de barco pelo rio Douro, descubra as quintas da região e perca-se nos prazeres de um cálice de Vinho do Porto.

Associação de Turismo do Porto CC BY-NC-SA

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Porquê ir

  • Restaurantes
  • Património
  • História
  • Gastronomia e Vinhos
  • Paisagem natural
  • Observação de aves

Os vinhos e as quintas

As caves e quintas do Douro são o local ideal para conhecer a história do vinho. Visite uma quinta onde se produzem os preciosos néctares da região e durma embalado pela sedução da natureza em fabulosas varandas sobre o Douro. Poderá ficar num hotel que já foi uma adega ou, se preferir, optar por um alojamento mais moderno mas perfeitamente integrado no ambiente natural em que se encontra.

Na região demarcada, existem várias quintas centenárias adaptadas ao enoturismo, onde é possível ficar a dormir, passear entre os vinhedos, visitar a produção, comprar vinho, fazer provas de vinho, participar em jantares temáticos e assistir ou tomar parte nas atividades das vindimas.

Se visitar o Douro em setembro/outubro, não pode perder a oportunidade de participar na colheita das uvas e conhecer por dentro uma tradição que atravessou várias gerações. As vindimas são uma experiência única. Inspire o aroma das vinhas, partilhe a alegria dos cânticos dos trabalhadores e vai ver que sai do Douro a apreciar com outros olhos um simples copo de vinho.

E por falar em vinho, para além do Vinho do Porto, vale a pena provar os vinhos DOC (Denominação de Origem Controlada) do Douro, o moscatel de Favaios e o espumante de Távora-Varosa.

Gastronomia

O encanto do Douro começa à mesa, onde os melhores pratos de cozinha regional e os doces conventuais convivem com os vinhos DOC. A gastronomia apresenta-se à altura dos vinhos.

Deixe-se tentar pelos enchidos, pelos queijos de vaca e de ovelha, pelo presunto e pela famosa bôla de Lamego. Delicie-se com um cabritinho com batatas e arroz de forno, uma caldeirada de borrego, um arroz malandro de entrecosto, um cozido à portuguesa, uns jaquinzinhos, peixinhos do rio, enguias e uma caldeirada de Eirós.

A lista de sobremesas também é extensa, com destaque para os milhos doces, os bolinhos de azeite, as cavacas, o biscoito da Teixeira, os pastéis de Santa Clara e muitos outros doces de origem conventual.

Vai gostar

  • De descansar em quintas e solares perto do rio e conhecer a tradição portuguesa de bem receber
  • De viajar pelo Douro de comboio como no início do século XX
  • De passar pelas estações da Régua, que foi a mais importante da região, e do Pinhão, uma das mais bonitas do país, com fachadas decoradas de azulejos e uma wine house no seu interior
  • Da gastronomia e dos vinhos durienses

O artesanato

Aprenda as artes, tradições e hábitos do audacioso povo duriense. Numa terra onde a vida gira à volta da cultura da vinha, a construção de utensílios domésticos e do campo foi facilitando, ao longo dos anos, a vida das gentes locais. E os ofícios de outrora passaram de geração em geração, de maneira que hoje ainda é possível encontrar, em qualquer loja de arteasanato, calçado em madeira e belas peças em metal, pedra e cerâmica.

As mulheres bordam e moldam cestos e chapéus de vime e palha e trabalham a lã. É das suas mãos prendadas que saem também magníficas colchas de linho, bordados e rendas.

Os homens fazem os trabalhos mais duros, que incluem a tamancaria, a tanoaria, a olaria e a latoaria.

Procure o barro negro de Bisalhães, típico de Vila Real, as máscaras em madeira de Lanzarim, a pintura em cerâmica em traços azulados e as meias, cobertores e tapetes em lã.

As festas e as romarias

A vida no Douro não é só trabalho, também é festa. Muitas vezes é trabalho e festa. As festas e romarias são uma constante na região e acompanham as várias estações do ano. Partilhe a hospitalidade e a alegria espontânea das gentes locais.

A cada ciclo das culturas, acontecem as festas das Vindimas, da Cerejeira em Flor, da Maçã, da Castanha e da Amendoeira, entre outras.

Uma das celebrações mais conhecidas no Douro e uma das festas com mais tradição do país, dentro do género, é o carnaval de Lanzarim, em Lamego.

As festas dos santos populares ocupam grande parte do verão: quase todas as semanas há uma festa dedicada ao padroeiro da aldeia ou da vila.

São de destacar também as romarias marianas, como a de Nossa Senhora dos Remédios (Lamego), a da Nossa Senhora da Pena (Mouçós, Vila Real) ou a da Nossa Senhora do Socorro (Peso da Régua).

Passeios de comboio pela linha do Douro

Viaje pelo Douro como no início do século XX, num comboio a vapor e a gasóleo. As locomotivas e as carruagens históricas que hoje transportam visitantes são a memória do tempo em a ligação entre as localidades e o escoamento do famoso Vinho do Porto era assegurado desta forma. A velocidade a que viajará também é a mesma: 30 Km/h.

Deixe-se levar por cenários de impressionante beleza natural e tranquilidade. A Linha do Douro, entre o Porto e o Pocinho, é uma grande obra de engenharia que vence os acidentes naturais através de 26 túneis e 30 pontes. O resultado é um percurso inesquecível.

O que precisa saber

  • Informe-se no Museu do Douro, na Régua, ou nos postos de turismo sobre os locais onde poderá comprar vinhos da região
  • Pode fazer a Linha do Douro também em comboios regulares a partir do Porto, da centenária Estação de São Bento, ou combinar com programas de barco
  • No Douro, sobretudo na sub-região do Douro Superior, as temperaturas são extremas: no verão, facilmente ultrapassam os 40º C; no inverno, registam-se com frequência temperaturas negativas
  • A oferta de unidades de enoturismo e turismo em espaço rural no Douro é grande
  • Existem várias lojas onde poderá comprar, não apenas souvenirs, mas verdadeiras obras de arte
  • No verão, quase todas as semanas há uma festa dedicada ao padroeiro da aldeia ou da vila
  • Saiba mais sobre as Grandes Capitais do Vinho aqui.

Cruzeiros no Douro

Viaje de barco até às quintas onde se produz o famoso Vinho do Porto. A partir do Porto, faça um passeio pelo Douro, de um ou mais dias consoante a distância que quiser percorrer.

Do rio, que até finais do séc. XIX era a grande estrada de acesso ao interior e a via de transporte das grandes pipas de vinho, a perspetiva é única. As belas encostas em socalcos do vale do Douro, onde se plantam as vinhas, começam perto de Barqueiros, prolongando-se até Barca d'Alva e oferecem uma das mais impressionantes paisagens rurais construídas pelo homem.

Pode fazer uma pequena viagem num barco rabelo ou passar alguns dias a bordo de um barco-hotel. A escolha é sua, mas uma coisa é garantida: seja qual for o cruzeiro em que embarque, vai ser um passeio inesquecível.

Património monumental

Se é dado a roteiros mais culturais, saiba que, a esse nível, o Douro tem um património igualmente interessantíssimo. Do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, em Lamego, à Casa de Mateus, em Vila Real, passando pelo Mosteiro de Tarouca, são vários os motivos de interesse cultural na região.

Setecentos degraus levam-no ao mais belo santuário barroco de Portugal a uma enigmática torre medieval. São dois tempos de uma antiga cidade escondida nas montanhas: Lamego foi ferozmente disputada por mouros e cristãos. Depois de percorrer as ruas íngremes e muito pitorescas da cidade, onde as casas se infiltram nas muralhas medievais, retempere as forças comendo o saboroso presunto de Lamego e regresse ao centro para visitar a Sé Catedral.

Em Vila Real, preste atenção ao gracioso casario que sobressai na paisagem e que acolheu, entre os séculos XVII e XIX, muitas famílias nobres. Descubra o núcleo medieval da cidade, dê um passeio pelo Jardim da Carreira e suba ao alto do Calvário, onde pode apreciar uma bonita perspetiva da cidade, das serras do Marão e do Alvão.

A cerca de 3 Km da cidade, visite uma das mais notáveis joias do barroco português: o Palácio de Mateus, uma obra-prima projetada por Nasoni e rodeada de belos jardins, inseridos numa vasta quinta. Este espaço tornou-se conhecido em todo o mundo por figurar no rótulo do vinho Mateus Rosé.

Eventos culturais

A região duriense promove, ao longo do ano, vários eventos de renome, alguns de âmbito internacional.

Os eventos mais conhecidos e procurados são o Festival Douro Internacional Jazz, o Festival e Concurso de Guitarra Clássica de Sernancelhe, o Douro Film Harvest e a Bienal Internacional de Gravura do Douro.

Para ajudar a combater a sazonalidade, o Douro promove também feiras medievais, de artesanato, de vinhos, de produtos regionais e de gastronomia.

Em praticamente todas as sedes de concelho, existem auditórios municipais e centros culturais que recebem sessões de teatro e de cinema e concertos.

Não deixe de espreitar os textos Ribeiro Conceição, em Lamego, e de Vila Real. Na Régua, visite o Museu do Douro.

O que fazer

  • Em Fevereiro e Março, faça a Rota das Amendoeiras, um percurso de comboio entre o Porto e o Pocinho, complementado por três percursos rodoviários, para ver os campos floridos de branco e rosa
  • Suba o rio Douro num barco-hotel. Embarque no Porto
  • Se estiver em Vila Real no verão, não perca os \"Encontros de Música da Casa de Mateus\" que se realizam todos os anos
  • Observe aves e pratique atividades ao ar livre nos parques naturais do Alvão e do Douro Internacional

Parque Natural do Alvão

Lado a lado com a Serra do Marão, o Parque Natural do Alvão foi criado em 1983 e é um refúgio privilegiado onde é possível observar animais e aves em vias de extinção.

No Alvão, não perca a aldeia de Ermelo e as impressionantes quedas de água das Fisgas do Ermelo.

Parque Natural do Douro Internacional

Criado em 1998, o Parque Natural do Douro Internacional ocupa uma área de 85.150 hectares e tem dois planaltos, um a norte e um a sul, onde os rios Douro e Águeda escavaram, ao longo dos tempos, vales graníticos profundos com encostas escarpadas algumas chegam aos 200 metros de altura!

Visite o planalto mirandês, o vale da Ribeira do Mosteiro, em Freixo de Espada à Cinta, e a albufeira de Santa Maria de Aguiar, em Figueira de Castelo Rodrigo.

Os parques naturais do Alvão e do Douro Internacional são locais de eleição para a observação de aves e prática de atividades ao ar livre.

Na proximidade do segundo, situa-se o Parque Arqueológico do Vale do Côa, o mais importante sítio com arte rupestre paleolítica de ar livre do mundo.

Como Chegar

Para o Porto, há voos low cost, por exemplo, de Londres (Stansted e Gatwick), Paris (Beauvais, Orly, Vatry e Charles de Gaulle), Marselha, Lille, Tours, St. Etienne, Bolonha, Bordéus, Lion, Toulouse, Madrid, Barcelona El Prat, Tenerife, Valencia e Palma de Maiorca.

Apenas no verão, há companhias low cost a voar de Liverpool, Las Palmas, Carcassonne, Rodez e Nantes.

Com tarifas normais, há ligações aéreas a partir de Londres Gatwick, Madrid, Barcelona e Paris Orly.

Do Aeroporto Internacional Francisco Sá Carneiro, a melhor forma de chegar ao centro da cidade do Porto é de metro. A viagem dura cerca de 30 minutos.

Para o Douro, siga pela estrada nacional 108 até Entre-os-Rios e continue pela margem do rio Douro até à Régua em alternativa, pode ir pelo IP4, que liga os distritos de Porto, Vila Real e Bragança, e depois continuar por estradas nacionais e municipais.

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